Laboratórios​ ​têm​ ​dificuldade​ ​de​ ​atender​ ​demanda​ ​por​ ​vacinas,​ ​diz​ ​ministério

C&T Saúde - BR

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, Carla Magda, disse que, devido a problemas de gerenciamento interno e dificuldade de adequação às normas de fabricação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os laboratórios brasileiros que fornecem as vacinas não conseguem atender a demanda e, por isso, algumas vacinas precisam ser importadas.

A declaração foi feita em audiência pública da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (12). O deputado Odorico Monteiro (Pros-CE) sugeriu a audiência para questionar sobre a falta de vacinas nos postos de saúde. Ele afirmou que a troca dos ministros da Saúde, em um curto período, afeta o programa. “Essa instabilidade no ministério afeta as políticas de governo e acaba atingindo também as políticas de Estado”, destacou.

Monteiro ressaltou que o Programa Nacional de Imunizações é de grande importância para a saúde da população e lembrou que o custo é pequeno, se comparado com os benefícios. O orçamento do programa em 2016 é de R$ 3,2 bilhões. A coordenador do PNI também defendeu a continuidade do programa de vacinação. “Doenças erradicadas voltam rapidamente se parar a vacinação”, afirmou Magda. Ela citou como exemplo o surto de sarampo, doença que já havia sido considerada erradicada, mas que voltou a ser registrada no Nordeste.

Desafios

A coordenadora do PNI afirmou que o programa tem grandes desafios na conscientização da população. Segundo ela, muitos brasileiros não têm conhecimento do programa ou desconfiam se as vacinas são benéficas. “Seria importante que a sociedade científica apoiasse o governo, ajudando a divulgar a importância da vacinação”, disse Carla Magda.

O PNI, criado em 1973, coordena campanhas de vacinação em todo o País. Carla Magda elogiou o Brasil por ser o primeiro país das Américas com uma campanha nacional de vacinação e afirmou que o Brasil atende um público maior do que o indicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), incluindo índios e presidiários.

O programa atendeu 38% da cobertura vacinal prevista na primeira década de funcionamento. Em 2015, atingiu mais de 93% da cobertura prevista.

Saneamento básico

O secretário municipal de Saúde de Pirenópolis (GO), Hisham Mohamed, que representou o Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems) na audiência, afirmou que o governo deveria investir mais em saneamento básico. Para ele, a vacinação é importante, porém o saneamento básico é um fator mais importante na luta contra diversas doenças.

Odorico Monteiro disse que irá convocar, para a próxima audiência, representantes da Anvisa e das fábricas que produzem as vacinas. Ele pretende discutir os problemas de gerenciamento interno e as boas práticas de fabricação.

(Agência Gestão CT&I, com informações da Câmara dos Deputados)


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