Número de programas de mestrado e doutorado triplicou no País

C&T Educação - BR

Os programas de mestrado e doutorado no Brasil cresceram, de 1996 a 2014, 205% e 210%, respectivamente. A expansão de títulos concedidos dentro dessas categorias foi ainda superior, de 379% e 486%. Os dados são de um estudo inédito do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) lançado nesta terça-feira (5).

A publicação “Mestres e Doutores 2015: estudos da demografia da base técnico-científica brasileira” revela que, apesar do crescimento do número de títulos de doutorado concedidos no Brasil, o seu valor ainda é baixo quando comparado a  outros países. Em 2013, por exemplo, a média brasileira foi de 7,6 doutores formados para cada grupo de 100 mil habitantes. Entre as nações da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), apenas México (4,2) e Chile (3,4) apresentaram desempenho inferior ao Brasil.


“O crescimento dessa mão de obra qualificada tem sido contínuo e consistente ao longo de quase duas décadas, o que reflete uma política de Estado bem sucedida. No entanto, ainda temos um caminho longo para trilhar. O estudo demonstra que há uma grande distância em relação aos países desenvolvidos, o que nos incentiva a manter e expandir os investimentos”, avalia a coordenadora do estudo, Sofia Daher.


A publicação também aponta que houve uma desconcentração geográfica da pós-graduação. Em 1996, a maior parte dos mestres e doutores se formou na região Sudeste. Apenas São Paulo e Rio de Janeiro foram responsáveis por 58,8% dos títulos de mestrado e 83,4% dos de doutorado daquele ano, respectivamente. Em 2014, esses Estados responderam, em conjunto, por 36,6% dos mestres e 49,5% dos doutores formados no País.


Isso decorre da criação de novas universidades e campi que alcançam áreas que antes eram menos atendidas pelo sistema de pós-graduação. O número de títulos de mestrado concedidos na região Norte, por exemplo, passou de 135, em 1996, para 1884, em 2014, registrando um aumento de mais de 1200%. No doutorado, os títulos foram de 21 para 301.


A publicação traz pela primeira vez a dinâmica do emprego formal de mestres e doutores analisada em seis anos sucessivos. “Os dados apontam que, mesmo com o crescimento expressivo dos egressos da pós-graduação, eles foram absorvidos pelo mercado de trabalho formal. Vale destacar que parte dos mestres logo se engaja no doutorado, antes de partir para o emprego”, afirma a coordenadora do estudo, Sofia Daher.

O estudo demonstra que a taxa de emprego formal dos mestres e doutores manteve-se estável de 2009 a 2014, em cerca de 66% e 75%, respectivamente. Já o grau de formalidade do emprego da população em geral é em torno de 53%, de acordo com dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A iniciativa revela, ainda, que houve um aumento da inserção de mestres e doutores em entidades empresariais de segmentos de alta tecnologia, passando de 18%, em 2010, para 24%, em 2014.

(Agência Gestão CT&I, com informações do CGEE)

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