UE estimula intercâmbio e presença de pesquisadores estrangeiros no Brasil

C&T Internacional - Internacional

Grande parte dos pesquisadores brasileiros vê na mobilidade e estadia na Europa uma oportunidade de crescimento intelectual, pessoal e de suas pesquisas. Mas o que poucos sabem é que esse intercâmbio pode ser tão ou mais enriquecedor quando o país de destino é a sua própria casa.

Pensando em estimular o intercâmbio entre o Brasil e os 28 países da União Europeia (UE), e mais 15 países associados, o programa Marie Sklodowska Curie Actions (MSCA) decidiu oferecer uma linha especial de apoio e estímulo à formação e ao estreitamento da rede de relacionamento científico mundial: o Global Fellowships.

Voltado ao fomento da excelência científica, com foco especial aos pesquisadores iniciantes, doutores e pós-doutores, o MSCA é um programa de financiamento da União Europeia que se enquadra no universo do Horizonte 2020, que tem como prioridade o fomento ao avanço de pesquisas e ideias através de uma abordagem aberta que objetive o desenvolvimento da ciência e da tecnologia em nível mundial.

Por meio do Global Fellowships, as instituições de ensino e pesquisa localizadas fora da Europa ou que não estejam em países associados à UE, como o Brasil, podem convidar pesquisadores europeus ou de países associados ao bloco econômico, representados por suas instituições de pesquisa acadêmicas e não acadêmicas, a realizar um intercâmbio científico aqui. A linha de apoio cobre apenas bolsas para doutores e pós-doutores.

Uma vez no Brasil, esses pesquisadores desenvolverão projetos, aprofundarão pesquisas e compartilharão seus conhecimentos com pesquisadores brasileiros, estreitando, assim, as redes de relacionamento e a troca de conhecimento e experiências da ciência global. A iniciativa de apoio prevê que o pesquisador estrangeiro realize eventos que promovam a divulgação científica e a formação de uma rede de contato com os pesquisadores nacionais.

O financiamento dura de 24 a 36 meses, sendo 12 ou 24 meses de dedicação do pesquisador estrangeiro a atividades na instituição anfitriã, no caso a brasileira, seguidos por mais 12 meses na instituição de origem, seja ela localizada na União Europeia ou em países associados de origem.

O pesquisador estrangeiro recebe uma bolsa mensal para custear seus gastos no país de destino. Já os recursos necessários para a implementação de ações em divulgação científica no centro de pesquisa anfitrião são destinados à instituição de origem do pesquisador. Caberá a ela a cobertura de tais custos.

De 2007 a 2013, o programa de apoio à formação dos pesquisadores financiou a ida de 159 pesquisadores brasileiros para diversos países afim de ampliar sua formação profissional contando. No entanto, apenas seis pesquisadores europeus foram recepcionados pelo Brasil.

“As universidades e instituições de pesquisa daqui deveriam chamar mais recursos humanos da Europa para atuar no País. Os benefícios desse intercâmbio são múltiplos, desde a troca de experiências e conhecimento, até a intensificação da rede de contato e colaborativa, bem como a realização de atividades de divulgação científica dentro de suas instituições de ensino e pesquisa”, ressalta Elisa Natola, assessora para a Cooperação Internacional Brasil-União Europeia do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), Elisa Natola.

Os poucos pesquisadores que vivenciaram o intercâmbio científico financiado pelo MSCA Fellowships vieram da Itália, Portugal, Espanha, Reino Unido e França. Aos brasileiros interessados em convocar pesquisadores da Europa ou de países associados à UE para uma estadia acadêmica no Brasil, o MSCA está com inscrições abertas para o edital Global Fellowships deste ano, até o dia 14 de setembro.

Após o contato informal entre pesquisadores, caberá ao cientista estrangeiro, junto a sua instituição de origem, apresentar um projeto identificando a instituição acadêmica ou não acadêmica de interesse para o intercâmbio no Brasil. Está prevista uma nova oferta de apoio da União Europeia nesta linha do MSCA Global Fellowships em 2017.

Além dos 28 países que integram a União Europeia, há ainda mais 15 associados que também podem ser convidados para o intercâmbio intelectual. Na lista estão Albânia, Bósnia Herzegovina, Ilhas Faroe, Macedônia, Geórgia, Islândia, Israel, Moldávia, Montenegro, Noruega, Sérvia, Suíça, Turquia, Tunísia e Ucrânia.

Mais informações estão disponíveis neste link.

(Agência Gestão CT&I, com informações do Confap)

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