Governo destina R$ 65 milhões para pesquisas sobre o vírus Zika

C&T Saúde - BR

Aedes aegypt, mosquito transmissor do vírus Zika - Foto: EBCAedes aegypt, mosquito transmissor do vírus Zika - Foto: EBCO governo federal lançou nesta quinta-feira (2), em Brasília (DF), um edital de R$ 65 milhões para incentivar, pelos próximos dois anos, pesquisas científicas e tecnológicas que contribuam na prevenção, diagnóstico e tratamento das infecções causadas pelo vírus Zika e doenças correlacionadas. Os recursos da chamada pública fazem parte das ações do eixo de Desenvolvimento Tecnológico, Educação e Pesquisa do Plano Nacional de Enfrentamento ao Aedes aegypti e à Microcefalia, lançado em dezembro do ano passado.

Com o edital, o governo pretende responder ao problema enfrentado pelo país com os casos de microcefalia em bebês, relacionados à infecção do Zika. Para isso, três pastas se mobilizaram para compor o montante total de recursos. Do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC) foram disponibilizados R$ 15 milhões, do Ministério da Saúde, R$ 20 milhões, e do Ministério da Educação e Cultura (MEC) R$ 30 milhões.

Os projetos enviados devem estar inseridos dentro de uma das nove linhas temáticas de pesquisas relacionadas ao Zika vírus : desenvolvimento de novas tecnologias diagnósticas; inovação em gestão de serviços em saúde, de saneamento e políticas públicas; desenvolvimento e avaliação de repelentes; desenvolvimento de imunobiológicos; imunologia e virologia; epidemiologia e vigilância em saúde; estratégias para controle de vetores; desenvolvimento de tecnologias sociais e inovação em educação ambiental e sanitária; e fisiopatologia e clínica.

Pesquisadores interessados em participar da chamada pública devem encaminhar os projetos pelo site do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), junto com o formulário de propostas online disponível na Plataforma Carlos Chagas. Pelo caráter emergencial da proposta, os resultados e a contratação das pesquisas serão realizadas no início do segundo semestre.

As propostas serão financiadas dentro de três faixas de recursos: até R$ 500 mil (selecionados de 30 a 40 projetos), de R$ 500 mil até R$ 1,5 milhão (aproximadamente 20 projetos) e de R$ 1,5 milhão até R$ 2,5 milhões (por volta de 15 projetos). Todas passarão por cinco etapas de análise. Há possibilidade de integrar parceiros internacionais nos projetos selecionados, para aporte de novos recursos.

Mobilização

Para o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, Gilberto Kassab, o lançamento do edital é um exemplo da parceria do governo com a comunidade científica e uma oportunidade para fortalecer a mobilização brasileira contra o vírus Zika. "Agora é a continuidade dessa mobilização. É o governo oferecendo recursos para dar continuidade às pesquisas e, com isso, caminharmos para uma solução definitiva. O resultado esperado é uma vacina que possa enfrentar o vírus", afirmou Kassab, que também declarou que a agenda de CT&I não será engolida pela de Comunicações.

Segundo o ministro da Saúde, Ricardo Barros, o objetivo é encontrar mecanismos de controle e combate ao vírus Zika e ao mosquito Aedes aegypti, com a descoberta de novas tecnologias e insumos estratégicos. "No exterior pude encontrar ministros da Saúde de diversos países, e muitos deles já conseguiram controlar o mosquito com tecnologias conhecidas, que estamos avaliando e testando para poder utilizá-las aqui".

"É uma chamada de construção coletiva, tal que a ação não é desse ou daquele ministério, mas para enfrentar um problema pandêmico grave que afeta o país", comentou o presidente do CNPq, Hernán Chaimovich. "A comunidade científica brasileira tem uma oportunidade impar, não só de atacar o problema, como também de construir novos paradigmas e novas formas de pensar com relação a infecção viral", ressaltou.

Pesquisas

O governo anunciou em dezembro do ano passado que vai investir, até 2018, cerca de R$ 1,2 bilhão em pesquisas e fomento à produção de alternativas de combate ao vírus da Zika e ao mosquito Aedes aegypti. Do montante total, R$ 650 milhões estão alocados para pesquisa e desenvolvimento (P&D), além de formação de recursos humanos.

Até o momento, o Ministério da Saúde se comprometeu com cerca de R$ 130 milhões para o desenvolvimento de vacinas, soros e estudos científicos para as doenças causadas pelo Aedes. Além disso, no financiamento da terceira e última fase da pesquisa clínica da vacina contra a dengue do Instituto Butatan, a pasta investirá R$ 100 milhões nos próximos dois anos, e mais R$ 8,5 milhões no desenvolvimento de soro contra o vírus Zika.

(Leandro Cipriano, da Agência Gestão CT&I)


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